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O que é Gestão de Crises?

14 de maio de 2012

Crise é uma das palavras menos bem compreendidas do idioma português. Talvez de todos os idiomas. É vista como uma desgraça, uma catástrofe, o fim do mundo. Crise é o momento de decidir, de escolher, de agir. Simplificando, é a hora da verdade, de mostrar do que pessoas, organizações, instituições e países são feitos.
Crise não é uma catástrofe porque pode ser prevista, muitas vezes. Evitada, outras tantas. Ou, na maioria das situações, gerida com técnica e habilidade. A crise que mais assusta é aquela deixada solta, sem lenço nem documento. Livre para destruir, para arrasar a reputação arduamente conquistada, por uma empresa, um governo, um jogador de futebol ou um artista.

A crise nos ronda como as sombras, pois é um contraponto à luz.

E a Crise de Comunicação é das piores, daquelas que põem os porta-vozes contra a parede, com vontade de sumir em um buraco sem fim. Para as empresas que investem na ‘chuva de boas notícias’, na divulgação das boas realizações, a crise abala, mas não derruba. Balança, mas não cai.

Mas quem só vira notícia por uma situação crítica, bem, não terá fundos na caderneta de poupança da reputação. Sacar a descoberto, neste caso, significa usar o crédito rotativo da reputação. Os juros são elevados, além de outras taxas impagáveis.

Por isso, na situação ideal, é preciso de profissionais experientes para detectar ameaças aos clientes, do ponto de vista da comunicação. Propor ações para evitar o pior. Divulgar as boas notícias que toda boa empresa tem.

Nas emergências, ajudar a divulgar as explicações da empresa, prepara seus porta-vozes para uma comunicação transparente e direta. Propor o diálogo e a informação como antídotos à crise. E atuar na pós-crise, na hora de reconstruir a reputação abalada.

Crise, em realidade, é o que ocorre quando não estamos preparados para enfrentar as crises.

Inbound Marketing (artigo 1) – Contatos imediatos na web. Uma via de mão dupla

9 de maio de 2012

O artigo de hoje, escrito por Rogério Augustus, consultor de mídias sociais da Casa da Notícia, abre uma série especial sobre Inbound marketing, método de geração de tráfego para sites. A série terá mais três artigos sobre o tema e atualização quinzenal. Aproveite as dicas!

Contatos imediatos na web. Uma via de mão dupla

Quando Steven Spielberg filmou Contatos Imediatos do Terceiro Grau, em 1977, não apenas falou de extraterrestres (o que não era muito comum em Hollywood na época), como mostrou os ETs e os colocou em contato imediato com os humanos.

A forma de encontrá-los foi enviar uma mensagem musical (conjunto de notas musicais repetidas como um mantra) ao espaço.

Se fosse hoje, o ator Richard Dreifuss, que encarna um eletricista de Indiana, provavelmente faria primeiro uma busca na Internet para descobrir se mais alguém já conseguiu contato com extraterrestres, qual a língua que eles falam, se existe algum aplicativo para facilitar a comunicação, e claro, se há alguma rede social para alienígenas.

O personagem é esperto e sabe a forma mais prática, rápida e barata de se encontrar alguma coisa, pessoas, alienígenas ou produtos nos dias de hoje.

Qual será, então, o caminho para ser encontrado agora, seja você um alienígena ou um simples terráqueo?

Eles nos encontrarão

Mas sem enviar a mensagem (seja ela musical, televisiva, impressa), como ser encontrado neste universo de informações?

Bem, a mensagem já não é a mesma de antes, devido ao meio (Internet) e suas características de duas mãos. O emissor inicial da mensagem não precisa mais ser o terrestre (você e sua empresa), pode ser o alienígena (o visitante, cliente, consumidor, curtidor).

Então, ao invés de iniciar a comunicação e o contato, você pode ser surpreendido com mensagens vindas “de fora” para quem quiser ouvir. Essas mensagens têm o sentido inverso ao convencional da propaganda de massa, e você precisa estar preparado para recebê-la em diversos pontos de contato que a web permite – veja somente os mais utilizados: Facebook, Twitter, LinkedIn, Google+, Yahoo, YouTube, Instagram etc. Mas a lista vai bem mais longe.

Cada um desses pontos de contato pode trazer novos visitantes e clientes para a sua empresa. Assim, você vai ter que aprender a nova linguagem para que a comunicação aconteça.

Temos vida inteligente

Até aqui utilizamos metáforas, mas a realidade é que estamos falando de Marketing na Internet, a via de duas mãos, a iniciativa que pode vir da outra parte.

Já que os clientes nos encontraram, vamos desenvolver o relacionamento para que haja benefícios para ambos. Para o relacionamento dar certo, é preciso oferecer conteúdo memorável aos visitantes e aos prospects. É preciso ter uma grande variedade de conteúdo sobre o seu mercado. Conteúdo é Rei.
Inbound Marketing

Tendo como base o comportamento dos visitantes no website, vamos analisar de perto quem são os novos visitantes, os visitantes frequentes, quais retornam, o que procuram, e a partir daí desenvolver uma estratégia de vendas e atendimento aos prospects e clientes.

No próximo artigo vamos falar sobre as técnicas para qualificar estes visitantes e descobrir quais são os prospects que podem se tornar clientes.

Bons contatos imediatos WWW.

Adivinhe quem vem para se comunicar?

19 de abril de 2012

*Por Nereu Leme

Que bicho é esse? Site, blog, newsletter, release, literatura ou folheto publicitário?

Com a velocidade da comunicação e das redes sociais, não dá mais para trabalhar com adivinhação, nem confundir alhos com bugalhos.

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, já dizia o ‘filósofo esportivo’. Isso porque comunicação, como a própria palavra já indica, é tornar comum, descomplicar.

Há agências que ainda redigem um press release ou até um boletim em linguagem publicitária. Ou seja, cheia de adjetivos, para vender seu produto a quem quer somente informação, notícia. E que deseja, simplesmente, conhecer e comparar funções de produtos e serviços.

Quando o incauto leitor (um consumidor em potencial) se depara com o “imbróglio”, foge rapidamente. Algo fácil, hoje, pois basta clicar o mouse.

Então, como definir o que é e o que não deveria ser?

Site é uma vitrine para a empresa expor e vender seus produtos. Pode ser chamativo e fica bem melhor se proporcionar autosserviço. O texto pode ser marqueteiro e vendedor. Destacar os diferenciais de produtos, serviços e organizações.

Já o blog pode ser informativo ou apresentar curiosidades. É um diário digital, então deve partilhar sentimentos, ideias, observações e conclusões, próprias ou de terceiros, citadas nominalmente. O texto deve ser direto, simples, curto e fácil de ler. Release e newsletter têm receita similar: texto curto, na ordem direta (ou seja, sujeito verbo e predicado). Sem adjetivos nem superlativos. Deixemos avaliações de mérito para o comprador, não para o leitor.

Quem lê anseia por informações, números, características técnicas, novidades e comparações. Saber onde encontrar o que foi divulgado. Depois que decidir comprar, aí sim, quer saber o preço.

Pior do que texto jornalístico marqueteiro é o literário. É gastar chumbo grosso com caça fina. Ou seja, textos de boletim e de blog, por exemplo, têm vida curta. No jornal, a notícia dura, no máximo, um dia, exceto análises mais profundas sobre fatos que perdurem. Um livro pode ser eterno, ou longevo, se tiver as qualidades para cativar o leitor.

Texto direto, curto e objetivo é aquele que responde às clássicas cinco perguntas, que no idioma inglês chamamos de cinco Ws: What (o quê?), When (quando?),  Who (quem?), Why (por quê?) e Where (onde?). Pode-se incluir aí o How (como?). Ou seja, começo, meio e fim.

Se alguém sentir um ‘cheiro’ de Fraser Bond, confesso, mais de 50 anos não o tornaram ultrapassado. Assim como o lide, o parágrafo condutor de abertura, continua um achado. Ou, parodiando Cazuza em “O tempo não para”: “eu vejo o futuro repetir o passado, vejo um museu de grandes novidades, o tempo não para”.

O mais importante em todo texto é a mensagem. Então, primeiramente deve-se decidir o que vai ser informado, como se fosse uma conversa. Pode também ser um comentário sobre algum assunto de conhecimento público, como a notícia que o governo vai reduzir IPI para estimular determinados setores da indústria.

Blog ou newsletter pode explicar essa notícia e, em seguida, mostrar o recado que se pretende transmitir. Por exemplo:

“Governo desonera IPI da linha branca. Com isso, nossa empresa poderá vender seus produtos por um preço menor e investir em modernização da produção e em qualidade. Veja mais no nosso site.”

Um press release, assim como um blog ou newsletter, deve ter linguagem acessível e sem jargões, termos técnicos, abreviaturas e siglas. O texto precisa descrever a notícia como o publico em geral gostaria de lê-la.

Notícia não pode soar como propaganda de um produto. Deve descrever os acontecimentos e transmitir a verdade, sem engrandecer o fato com elogios e feitos notórios da empresa ou instituição.

Ao fim e ao cabo, escrever com simplicidade é como a reta, o caminho mais curto entre dois pontos, raramente seguido. É escrever, ler, reler, cortar, reescrever, tomar um cafezinho ou um gole d’água, refazer um parágrafo ou o texto todo. Por que, o mais agradável para um jornalista, é contar uma história. Depois, procurar outra, e assim por diante. O tempo não para.

*Nereu Leme é jornalista e fundador da Casa da Notícia.

O roteirista

26 de março de 2012

Por Carlos Thompson

Morreu, aos 92 anos, Tonino Guerra. Não o conhecia, talvez vocês também não. Li a notícia sobre ele no Caderno 2 do Estadão. Não gravei seu nome, antes, mas foi roteirista de grandes cineastas, como Michelangelo Antonioni, Elio Petri, os irmãos Taviani e o grego Theo Angelopoulos. Acima de tudo, foi roteirista do número um, do senhor cinema, Federico Fellini, inclusive no magistral Amarcord, o filme que é mais do que um filme; é quase mais do que o cinema todo.

A autoimersão no universo emocional e familiar de Fellini criou uma obra, para mim, imbatível. Que, justiça seja feita, não seria tanto sem a trilha sonora de Nino Rota. Alguma dúvida? Ouça, então: Amarcord theme – Nino Rota.

Enquanto escrevo, não resisto, e me inspiro com o tema de Amarcord. Tão bonito que chega a entristecer, porque a beleza não reside somente na alegria, mas também na nostalgia, na recordação, na falta daquilo que nem se viveu, como Mário Quintana mostrou no poema “O Mapa”:

“Sinto uma dor esquisita/das ruas de Porto Alegre/onde jamais passarei…”.

O roteiro é bem amarrado e, paradoxalmente, cheio de peças soltas, indispensáveis aos recados que o diretor desejava dar. Difícil de explicar, fácil de entender quando se vê. A vida reunida em momentos, períodos, intercalados pelas mudanças de estação, da realidade política, pelo envelhecimento das pessoas.

Retalhos de uma existência costurados pelo maestro Fellini, com o traçado de Guerra.

Tonino Guerra conseguiu fazer mais do que se poderia esperar de um roteirista, exceto se trabalhasse com Fellini. Que extraía da vida e de suas curiosidades, esquisitices e peculiaridades para compor um mundo único e cinematográfico.

De vez em quando, revejo Amarcord para me realimentar de cinema. Não é muito fácil, porque o passar do tempo nos acentua a nostalgia, realça as perdas e os sentimentos que ficaram pelas esquinas das ruas da nossa vida.

Inclusive daquelas pelas quais nunca andamos, não é Quintana?

O Brasil celebra neste sábado os 151 anos de nascimento de Landell de Moura, o pai brasileiro do rádio

20 de janeiro de 2012

O Brasil celebrará neste sábado, 21 de janeiro, os 151 anos de nascimento do padre-cientista Roberto Landell de Moura, inventor brasileiro do rádio e pioneiro das telecomunicações, que começa a ser reconhecido pela sociedade brasileira. A data encerra ainda as comemorações do sesquicentenário de seu nascimento, com inúmeras atividades e ações visando o seu reconhecimento oficial pela História do Brasil e a inclusão de sua saga no currículo obrigatório do Ensino Fundamental.

O Movimento Landell de Moura, criado por voluntários de várias regiões brasileiras, obteve inúmeras conquistas ao longo dos últimos dois anos, como o lançamento de um selo alusivo aos 150 anos de seu nascimento, lançado em 21 de janeiro de 2011 pelos Correios, a concessão póstuma do título de Cidadão Paulistano pela Câmara dos Vereadores de São Paulo, a aprovação pelo Congresso Nacional da inclusão de Landell de Moura no Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão Tancredo Neves (que ainda depende da sanção da presidente Dilma Rousseff) e a entrega de um abaixo-assinado com quase 6 mil assinaturas ao ministro da Educação Fernando Haddad, pleiteando a inclusão da saga do padre-cientista no ensino básico pelo Conselho Federal de Educação. O município de Porto Alegre, onde Landell nasceu, declarou 2011 o Ano Landell de Moura de Inovação Tecnológica, numa homenagem cívica que se desdobrou em inúmeras celebrações na região.

A saga de Landell de Moura

Com o conhecimento teórico e a inquietude dos que estão à frente de seu tempo, Roberto Landell de Moura transmitiu a voz humana à distância, sem fio, pela primeira vez no mundo. Foi também pioneiro ao projetar aparelhos para a transmissão de imagens (a TV) e textos (o teletipo). Previu que as ondas curtas poderiam aumentar a distância das comunicações e também utilizou-se da luz para enviar mensagens, princípio das fibras ópticas. Tudo está documentado por patentes, manuscritos, noticiário da imprensa no Brasil e no exterior e testemunhos.

As pioneiras transmissões de rádio aconteceram no final do século XIX, ligando o alto de Santana – o Colégio Santana – à emblemática Avenida Paulista, que hoje abriga diversas antenas de emissoras de rádio e de TV.

Ao transmitir a voz, Landell se diferenciou de Marconi. O cientista italiano inventou o telégrafo sem fios, ou seja, a transmissão de sinais em código Morse (conjunto de pontos e traços) e não o rádio tal como o conhecemos.

As experiências do padre Landell não sensibilizaram autoridades e nem patrocinadores. Pior: um grupo de fiéis achou que o padre “falava com o demônio” e destruiu seus aparelhos.

Mesmo tendo patenteado o rádio no Brasil (1901), Landell não obteve reconhecimento. Decidiu, então, viajar para os Estados Unidos, onde conseguiu, em 1904, três cartas patentes. De volta ao Brasil, quis fazer uma demonstração das suas invenções no Rio de Janeiro, mas, por um erro de avaliação, o Governo não lhe deu a oportunidade. Depois, ele seria “forçado” a abandonar as experimentações científicas. Morreu no ostracismo e o Brasil importou tecnologia para entrar na era das radiocomunicações!

O Brasil tem agora a oportunidade de reconhecer a obra científica de Landell e incluir os seus feitos no currículo escolar obrigatório do ensino básico. É por isso que luta o MLM – Movimento Landell de Moura, integrado por voluntários de diferentes áreas, que construiu um site – www.mlm.landelldemoura.qsl.br – para pleitear esse reconhecimento. Vale registrar que o MLM não tem fins político-partidário, religiosos, financeiros ou de promoção pessoal.

Enfeites Santini Christmas são destaque na Veja, Zap! e Guia da Semana

29 de novembro de 2011

Ao longo do mês de novembro a Casa da Notícia atendeu a Santini Christmas, fabricante de enfeites de Natal que atua na América Latina e Estados Unidos. Divulgamos a nova coleção 2011 com artigos Natalinos como árvores de natal, presépios, guirlandas, luzes e personagens que celebram e decoram os ambientes para a chegada do Menino Jesus.

Em um mês de trabalho a Santini Christmas esteve em destaque em mídias impressas de grande repercussão como a Revista Veja São Paulo, Jornal Meio Norte com circulação na região Norte e Nordeste, e ainda mídias da Web como Guia da Semana, um site que dá dicas de compras, cultura e lazer, Zap Imóveis e o site Bebe.com da editora Abril. No total, 27 matérias foram publicadas e outras revistas especializadas irão publicar a linha da Santini em suas edições de Dezembro.

Feliz Natal!

Aluani Neto, ícone do rádio brasileiro, morre aos 82 anos

25 de outubro de 2011

por Débora Ribeiro

Vozes do rádio foram muitas. Apresentadores, locutores esportivos.

Uma, das mais marcantes, costumava nos indicar o caminho a seguir nos finais de dia de trânsito congestionado. Repórter de trânsito, aéreo, num helicóptero da Rádio Jovem Pan, forte e preciso, sobrevoava a cidade dando dicas para o ouvinte fugir do tráfego intenso de São Paulo, mesmo há 20 anos.

Ontem, perdemos nosso guia de trânsito, uma das vozes do rádio. Porém, mais que isso, um amigo, um batalhador e grande figura humana, sempre disposto a ajudar, a contribuir.

Ontem, morreu um dos jornalistas mais antigos da Jovem Pan. O nosso Benjamin Aluani Neto, aos 82 anos, por falência múltipla de órgãos, decorrente de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O pioneiro na reportagem aérea estava internado desde o último dia 15 no Hospital Vera Cruz, em Campinas. O corpo será sepultado em Serra Negra.

Aluani Neto foi um grande homem que eu tive o prazer de conhecer quando fazia meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sobre Repórter Aéreo. Eu e mais duas amigas estivemos em sua casa em Serra Negra para entrevistá-lo em  2008. Fomos bem recepcionadas por ele e sua esposa, Dona Beth.

Já naquela época, Aluani bem debilitado lutava contra um câncer, mas mesmo assim não deixou de nos atender. A entrevista foi agradável. Um momento único. Nos forneceu informações e detalhes valiosos sobre reportagens aéreas em São Paulo que só  ele mesmo podia  passar. Após a entrevista, nos mostrou com muito orgulho uma foto tirada do helicóptero (uma de suas ferramentas de trabalho) do terreno comprado em Serra Negra, local no qual construiu sua atual casa.

Aluani Neto deixará saudade, mas será lembrado por ter sido uma pessoa batalhadora, esforçada e muito importante na história de São Paulo por suas coberturas jornalísticas.

José Netto, Wilsinho Fittipaldi, Aluani Neto e Milton Neves

Jobs agora é história

6 de outubro de 2011

por Carlos Thompson

Steve Jobs morreu. Assim como o cinema pereceu, em parte, com a partida de Federico Fellini, o mundo da tecnologia criativa, inovadora, desafiante e quebradora de paradigmas levou um baque sem igual com o fim da passagem de Steve Jobs por aqui.

Gênios são assim. Mudam o mundo. Fazem a descoberta antes inimaginável parecer um ‘Ovo de Colombo’.

Pode-se contar nos dedos a legião dos que, efetivamente, ajudaram a transformar o modo de viver e os hábitos deste planetinha.

Jobs faz parte da grei de Leonardo da Vinci (autor de quadros como Mona Lisa e Última Ceia, criador de esboços de helicóptero, planador, pontes, paraquedas), Louis Pasteur (microbiologia, vacinas), Thomas Edson (fonógrafo, lâmpada elétrica), Albert Einstein (Teoria da Relatividade), Gregor Mendel (leis da hereditariedade), Watson Crick (estrutura do DNA), Werner Von Braun (foguetes), Santos Dumont (avião), Alexander Fleming (penicilina).

Pode parecer exagero, mas esses inventores – e muitos outros mais, evidentemente – transformaram a saúde, a arte, as comunicações, a interatividade, os transportes e a visão do universo.

O criador da Apple foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento dos microcomputadores pessoais realmente amigáveis, do iPod, do iPhone, do iPad.

A ele se juntarão, um dia, os descobridores da cura total do câncer, que vitimou Jobs.

Uma dúvida que nunca será elucidada: o que ele criaria, nos próximos anos, se ainda estivesse por aqui? Nunca saberemos, mas poderemos imaginar à vontade. Nada seria ousado ou criativo demais para ele. Perda para nós, que teremos de nos contentar com a herança tecnológica que Jobs nos deixou.

Boa viagem!

Steve Jobs - Goodbye!

Salve a Primavera! Salve a água da chuva e, de quebra, o Planeta.

23 de setembro de 2011

por Nereu Leme

A natureza é sábia! Depois de um Inverno frio e seco, que aumenta a poluição das cidades e causa problemas respiratórios, vem a temporada das chuvas, com a chegada da Primavera (hoje, dia 23). Uma estação que já não é tão definida como antes, mas que por si só já traz, intrínseca, a ideia da renovação. Depois, vem o tórrido Verão, com suas chuvas torrenciais, fartas e, às vezes, até mesmo problemáticas.

Essas chuvas limpam o ar, enchem os reservatórios de tratamento de água, lavam as ruas, saciam a sede das árvores e plantas, que com isso trazem a beleza das flores tropicais e primaveris.

Mas, essas águas também rolam pelas sarjetas, não são aproveitadas e acabam fazendo nossos rios transbordarem, provocando enchentes e prejuízos. Reaproveitar essa água da chuva, portanto, não é apenas um gesto de economia, quando ela é reutilizada, mas também de preservação. Principalmente é uma ação sustentável e ecologicamente correta.

Reaproveitar a água da chuva, hoje em dia, é uma atitude fácil e prática, com a utilização das unidades domésticas de armazenamento e tratamento desse precioso líquido da vida.

Salve, salve!

Marco da primeira transmissão de rádio do mundo será inaugurado no dia 20, no Colégio Santana, em São Paulo

16 de setembro de 2011

Iniciativa homenageará o inventor brasileiro do rádio e pioneiro das
Telecomunicações Padre Roberto Landell de Moura,
cujo sesquicentenário de nascimento celebrou-se em janeiro passado

Roberto Landell de Moura

Uma nova iniciativa no País vai rememorar e imortalizar o nome do padre-cientista Roberto Landell de Moura, inventor brasileiro do rádio e pioneiro das telecomunicações, ainda ignorado oficialmente pela História do Brasil. O Colégio Santana, localizado na zona norte da cidade de São Paulo, vai inaugurar no próximo dia 20 de setembro um marco alusivo à primeira transmissão de rádio do mundo.

Como mostram documentos históricos e reportagens da época, foi ali, no Colégio Santana, que o padre Landell (1861-1928), realizou, no final do século XIX, diversas experiências de transmissão à distância da voz humana sem fio, em uma distância aproximada de 8 km, em linha reta, até a Avenida Paulista.

O êxito dessas experiências – pioneiras no mundo na transmissão de voz – foram registradas por veículos como os jornais O Estado de S.Paulo e Jornal do Commercio e testemunhadas, inclusive, pelo cônsul britânico Percy Charles Parmenter Lupton. Padre Landell, pouco depois, patentearia suas invenções no Brasil e nos Estados Unidos, documentos cujos originais ainda estão preservados e em exposição no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Apesar de tudo o que fez, o cientista não recebeu nenhum apoio e ainda foi perseguido. É inegável, porém, o valor das suas descobertas.

O evento será no Pátio das Palmeiras, o pátio do Colégio Santana em que Padre Landell exibiu os seus inéditos aparelhos de comunicação. A programação prevê a abertura da cerimônia, às 14h, com Hino Nacional e hasteamento da bandeira. A diretora Gisele Peterson e o vereador Eliseu Gabriel, apoiador da causa pelo reconhecimento de Landell de Moura, discursarão em seguida. Às 14h30, acontecerá o descerramento da placa. Logo após, alunos do 5º ano prestarão homenagem ao padre-cientista e o jornalista e biógrafo do Padre Landell, Hamilton Almeida, fará um breve pronunciamento. A cerimônia será encerrada com palavras da diretora Gisele.

O Colégio Santana fica na rua Voluntários da Pátria 2.624, no bairro de Santana. Ao seu lado fica a Capela de Santa Cruz, onde Padre Landell foi pároco no últimos anos do século XIXI.

Fonte:
Eduardo Ribeiroeduribeiro@jornalistasecia.com.br
Hamilton Almeidahamilton_xxi@yahoo.com